Sunday, August 16, 2009

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Monday, July 20, 2009

          

                                                                 imagem370

 

Pedi à minha saudade
Que fosse à tua procura,
E percorresse a cidade
Até à rua mais escura.
Que te procurasse nos cantos
Que esconderam nossos abraços,
Que perguntasse por ti às pedras
Que escutaram nossos passos.
Que perguntasse também ao vento
Que, nas tardes frias e agrestes,
Um ao outro aconchegava.
Esperei dias, esperei noites,
Sonhei contigo acordada
E a saudade não voltava
E eu ficava angustiada.
Um dia a saudade regressou
De mãos vazias, fatigada e triste
Dizendo que não te encontrou
Depois de tão longa viagem.
Agora tenho a certeza
Que tu na minha vida
Não passaste de uma miragem.

Fazes-me falta garoto (muita) …

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Tuesday, July 7, 2009


Beijei’te e tu sorris’te …

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Thursday, July 2, 2009

Queria contar-te uma história mas não estás para me ouvir queria expressar-te o meu sentimento mas acabaste por desistir. Voltar a sentir o que já não sentes, o que me engana e ilude, algo a que chamas passado, terminado. Forçosamente, tenho que seguir em frente e tentar desprender-me do “passado”, do sentimento nunca deixado de sentir. Entrei no jogo … ganhei o que ficou meu, continuei a jogar e perdi. Arrisquei várias vezes mas nunca consegui voltar a recuperar o que queria, a “peça” que era minha. No final de tudo cansei, fiz de tudo para recuperar o que era meu e não consegui. Não sou pessoa de desistir mas também me canso porque não entendo quando os injustos “ganham”. Não me dou por vencida …

(…)

A vida é um jogo, arrisquei mas perdi. (por enquanto) 

                                                                                      VS’

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Saturday, May 30, 2009

Faço amor com as tuas palavras.

Elas acariciam cada linha do meu corpo,

sabem cada espaço,

cada cheiro,

conhecem sem ver,

sentem sem tocar.

E através delas faço amor contigo.

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Consegues ouvir a minha pele a chamar por ti?

Consegues sentir a minha alma a ansiar o teu toque?

Consegues cheirar a intensidade do quanto te quero ver?

Consegues ver a maneira como me completas?

Consegues perceber que fazes parte de mim?

Consegues explicar como pode ser assim, se ainda não exististe em mim?

Queres ficar? Neste lugar que conquistaste. Queres ficar? Eu quero que fiques. Este lugar é teu.

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Thursday, May 7, 2009

                                                

Que palavras te direi? A melodia das escritas atormentada pelos pensamentos de quem já não pensa, mas sente … Paro, reflicto, nem sei o que te dizer, que sentimentos devo materializar?

Recordo palavras perdidas … Algo que a minha alma me faz lembrar. Tantas vezes esta me questiona e eu nem lhe sei responder.

Quando não nos sentimos amados, quando não respeitam os nossos sentimentos, quando não confiam em nós, quando nos traem, depois de algum tempo o nosso corpo cria defesas contra o sofrimento e cansaço psicológico que é sentir tudo isso.

O amor é forte, mas há coisas que conseguem faze-lo adoecer, enfraquecer e se não for tratado, acaba por morrer. Neste momento o meu coração está assim, doente …

Acabará mesmo por morrer? Eu já nem nisso acredito, eu bem o tento matar mas não tenho arma nem força que o supere. Por vezes questiono-o para ver se, realmente, este me sabe responder ao que tanto quero saber. Tenho que ver a realidade das coisas. Uma pessoa que faz algo que sabe que irá magoar a pessoa que a ama e mesmo assim não recua, não pára…será que ainda ama? Uma pessoa que há muito tempo já não consegue dizer ou escrever “amo-te”,  ”tenho saudades tuas”,  ” adoro-te” ,  ”desculpa se te magoei”,    ”não te quero perder”…será que ainda ama?   Quando sentimos essa pessoa a afastar-se de nós a cada dia…quando a sua frieza aumenta,   quando já não vem adormecer no nosso colo…será que ainda ama?

Isto são perguntas que nem o coração me sabe responder, estranho !
Vou pensar ao contrário: neste momento, eu não consigo imaginar-me a beijar, abraçar, tocar noutro homem, nem sequer penso nisso. Eu sigo apenas para onde o meu coração me manda. Paro, já chega de pensar… apenas concluo que tantas vezes o nosso corpo age sem sequer questionar a mente e o coração e que com o tempo, realmente, sente que não agiu da melhor maneira.

 

O corpo está ali mas o coração está bem longe …

 

                                                                                                VS’ (2009/05/07)

 

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Monday, April 6, 2009

A tinta acabou, o papel rasgou, as palavras deixaram de surgir. A vontade já nao existe.
A mão não tem força para pegar numa caneta quebrada sem tinta para escrever, numa folha, que já nem folha é, onde apenas existem pedaços de papel que o vento levou.
O coração aperta, os olhos fecham, a cabeça cai sobre os braços, o silêncio envade e durante segundos, minutos, horas permanece.
Os olhos abrem-se, a lágrima corre e cai sobre a folha escrita que não existe.
Não fala, não ouve, não pensa simplesmente sente. Sente algo que nem sequer existe ou já existiu, talvez algo que um dia venha a existir.

Tudo mudou, tudo cresceu, tudo morreu.

                                                                                                                           VS

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Quero …

Quero sentir o que nunca senti, entender o que nunca entndi, veo o que, especialmente, se escondeu de mim. Eu sei o que sempre se escondeu foste tu mas eu nem sei quem és tu. És alguém que nunca vi, nunca ouvi, nunca toquei, nunca senti, …
Quero encontrar o horizonte que sempre vi bem longe. Quero ouvir a sintonia do meu coração, mais uma vez.
Quero que o Mundo pare por instantes para eu descer e colocar tudo da maneira como eu acho correcto. Quero ir para o fim do Mundo para ver se, realmente, as coisas são melhores . Quero entender todos os porquês que me perseguem no silêncio da noite, do dia, da tarde …
Quero seguir para bem longe, num lugar só meu. Quero conhecer a alegria, desconhecer a dor e a infelicidade.

Simplesmente, quero chegar e permanecer no lugar que à tanto tempo espero e acredito que um dia lá chegarei.

                                                                      VS 

                                                                                                   

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Sunday, March 8, 2009

não entendo
porque não me falas
e vires a cara
cada vez que passo
junto a ti

(…)

porquê?
tu sentes tanto rancor
por uma “mulher” 
que te queria
que te amava
e tu deixas te
diz me
fala
tudo por favor

(…)

que mal te fiz eu
p’ra me tratares assim
como um farrapo
um vagabundo
um pobre coitado
não te chegava
teres matado o nosso amor
que mal te fiz eu
p’ra tu depois de me tirares a vida

(…)

não entendo
porque me desprezas
e de mim te afastas
como se eu fosse…

(…)

eu peço por deus
diz me que mal te fiz eu …

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