
A tinta acabou, o papel rasgou, as palavras deixaram de surgir. A vontade já nao existe.
A mão não tem força para pegar numa caneta quebrada sem tinta para escrever, numa folha, que já nem folha é, onde apenas existem pedaços de papel que o vento levou.
O coração aperta, os olhos fecham, a cabeça cai sobre os braços, o silêncio envade e durante segundos, minutos, horas permanece.
Os olhos abrem-se, a lágrima corre e cai sobre a folha escrita que não existe.
Não fala, não ouve, não pensa simplesmente sente. Sente algo que nem sequer existe ou já existiu, talvez algo que um dia venha a existir.
Tudo mudou, tudo cresceu, tudo morreu.
VS
