
Faço amor com as tuas palavras.
Elas acariciam cada linha do meu corpo,
sabem cada espaço,
cada cheiro,
conhecem sem ver,
sentem sem tocar.
E através delas faço amor contigo.

Faço amor com as tuas palavras.
Elas acariciam cada linha do meu corpo,
sabem cada espaço,
cada cheiro,
conhecem sem ver,
sentem sem tocar.
E através delas faço amor contigo.
Consegues ouvir a minha pele a chamar por ti?
Consegues sentir a minha alma a ansiar o teu toque?
Consegues cheirar a intensidade do quanto te quero ver?
Consegues ver a maneira como me completas?
Consegues perceber que fazes parte de mim?
Consegues explicar como pode ser assim, se ainda não exististe em mim?
Queres ficar? Neste lugar que conquistaste. Queres ficar? Eu quero que fiques. Este lugar é teu.
Que palavras te direi? A melodia das escritas atormentada pelos pensamentos de quem já não pensa, mas sente … Paro, reflicto, nem sei o que te dizer, que sentimentos devo materializar?
Recordo palavras perdidas … Algo que a minha alma me faz lembrar. Tantas vezes esta me questiona e eu nem lhe sei responder.
Quando não nos sentimos amados, quando não respeitam os nossos sentimentos, quando não confiam em nós, quando nos traem, depois de algum tempo o nosso corpo cria defesas contra o sofrimento e cansaço psicológico que é sentir tudo isso.
O amor é forte, mas há coisas que conseguem faze-lo adoecer, enfraquecer e se não for tratado, acaba por morrer. Neste momento o meu coração está assim, doente …
Acabará mesmo por morrer? Eu já nem nisso acredito, eu bem o tento matar mas não tenho arma nem força que o supere. Por vezes questiono-o para ver se, realmente, este me sabe responder ao que tanto quero saber. Tenho que ver a realidade das coisas. Uma pessoa que faz algo que sabe que irá magoar a pessoa que a ama e mesmo assim não recua, não pára…será que ainda ama? Uma pessoa que há muito tempo já não consegue dizer ou escrever “amo-te”, ”tenho saudades tuas”, ” adoro-te” , ”desculpa se te magoei”, ”não te quero perder”…será que ainda ama? Quando sentimos essa pessoa a afastar-se de nós a cada dia…quando a sua frieza aumenta, quando já não vem adormecer no nosso colo…será que ainda ama?
Isto são perguntas que nem o coração me sabe responder, estranho !
Vou pensar ao contrário: neste momento, eu não consigo imaginar-me a beijar, abraçar, tocar noutro homem, nem sequer penso nisso. Eu sigo apenas para onde o meu coração me manda. Paro, já chega de pensar… apenas concluo que tantas vezes o nosso corpo age sem sequer questionar a mente e o coração e que com o tempo, realmente, sente que não agiu da melhor maneira.
O corpo está ali mas o coração está bem longe …
VS’ (2009/05/07)